27/04/2009

Meteoropatia é o escambau


Segunda-feira, 11 da manhã, paisagem da janela:



E assim foi, é e será.



Sobre mentes vazias...

Semana passada aconteceu um crime horrível aqui na minha cidade. Dois rapazes mataram um amigo a facadas e golpes de picareta. Todos três com idade que variavam de 17 a 20 anos. No mesmo dia e nos dias seguintes aconteceram crimes envolvendo menores de idade.
Os motivos dos crimes se pode definir em uma palavra: nada.

Preocupante o que não se encontra na cabeça desses meninos. Acharam tudo pronto, não sentem necessidade de lutar por nada, não fazem sacrifícios e muito menos dão valor a nada que não seja o carro, o celular e as roupas de marca.

Pofff. Taí, fiquei velha.




E a gripe suína hein?


.............................................Dançarinas na Cidade do México.............................................

25/04/2009

Feriado


Hoje é a Festa da Libertação.
O que é?
Se festeja a libertação da ocupação do regime nazi-fascista com a retirada das tropas alemãs das principais cidades italianas, em 1945, e a chegada dos soldados americanos, que foram acolhidos como 'libertadores'. Foi escolhida como data-símbolo o dia 25 de abril porque neste dia foram libertadas as cidades de Milão e Turim; as outras cidades foram libertadas sucessivamente.
Dois dias depois, 27 de abril, Benito Mussolini, disfarçado de oficial alemão, foi reconhecido e capturado na fronteira com a Suíça enquanto tentava escapar junto com a amante Claretta Petacci. No dia seguinte, eles foram enforcados e expostos com a cabeça para baixo, numa praça de Milão, onde uma multidão furiosa bateu, apedrejou e cuspiu sobre os cadáveres.










Canção da Resistência, que será a mais tocada de hoje até o 1° de maio:






Feriado? Não sei o que é isso. Vou trabalhar mesmo com a loja fechada.
Volto depois.

23/04/2009

Eleições Européias





Vote em mim!

22/04/2009

Medoooo


Chantal Biya, primeira-dama dos Camarões ameaça com olhar vudú Carla Bruni (que pela cara esticada, deve estar morrendo de medo)














O mesmo olhar dedicou também ao marido, que finge não ligar mas já sabe que quando chegar em casa o couro vai comer nas costas dele












Mas com o papa ela mudou de máscara. Enfiou na cabeça um chapéu que mais trash não existe e exibiu uma cara de santa. Também, quem consegue competir com a cara do Ratzinger?












Caramba! Que mulher bizarra!
Imelda Marcos da Africa.





Outro dia comentei sobre a cara de pau dos jornalistas que gostam de exibir a desgraça alheia. O vídeo abaixo supera todos os limites e aí fiquei pensando: se isso existe a culpa também é minha que divulgo!

Quando a gente pensa que chegou no fundo...
(a "melhor" parte é aquela do Guinness).

Dia de quê? Cadê?



21/04/2009

CURIOSIDADES DA ITALIA



LE PREFICHE (pron.: préfike)




Usança conhecida desde a antiguidade, o canto fúnebre é normalmente executado por 'lamentadoras profissionais' que são pagas para chorar, gritar, unhar-se e até mesmo arrancar-se os cabelos. Entre gritos de dor e estrofes que celebram as qualidades do morto, as "prefiche" velam o defunto e o acompanham na procissão fúnebre. Embora sempre obstaculadas das autoridades eclesiásticas, continuaram nos séculos a emprestar as suas vozes para as cerimonias, até pouco tempo atrás.

(Texto original e completo, em italiano, AQUI)
O progresso e os navios negreiros



1650













2009

17/04/2009

VELHA EUUUUU??????????



Já vivi bastante prá fazer e crescer uma filha, casar duas vezes e até mudar de continente, numa tentativa de encontrar não sei que coisa, visto que ainda estou procurando.

Já vivi bastante prá desconfiar que tudo isso passa depressa prá cacete e não quero que essa desconfiança se transforme em certeza, porque continuar a ter muitas dúvidas quer dizer mais chances de alimentar minha mente com a chama da curiosidade.

Já vivi bastante prá sentir que não se vive nunca o suficiente! Que eu quero é mais! Que não vou aceitar que me digam que é hora de começar a descer da escada, que passei da metade daquilo que me foi designado.

Então, quem vier aqui, fique sabendo que hoje o bolo é todo meu. Quem já tem a minha idade, vai entender o porque; quem não tem, espere chegar a hora.

Porque de agora em diante vou cair de boca e

Não vai sobrar prá ninguém!!!!




16/04/2009

Gianna e Timoria





Io, vagabondo che son io,
vagabondo che non sono altro
soldi in tasca non ne ho,
e nemmeno mi è rimasto...
Io.
W T F ?????


Hoje o meu fornecedor de cabides perguntou se o Adriano (o jogador em crise de abstinência de favela) estava namorando um traveco. Perguntei onde ele tinha visto a foto e fui lá procurar. Eis:




















Nada contra. Todo mundo sabe que eu adoro transexuais e afins mas essa foto tá mesmo parecendo uma daquelas do Orkut!
Quié? Mulher Moranguinho?
Aqui chamaram ela de "Donna Fragolina" kkkkkkkkkkkkk

Sou mais esses peitões aqui ó:























O estranho caso do sequestro dos patinhos proibidos


Em Florença, um grande magazine foi obrigado pela Polícia Municipal a retirar das prateleiras os vibradores em forma de patinhos depois de receber uma denúncia de uma cliente ultrajada, alegando que a loja era contrária ao novo regulamento da Polícia Urbana que, entre outras coisas, proíbe a venda de artigos eróticos a menos de 200 metros de uma igreja.
Aqui no meu bairro, a mesma loja começou a vender esses artigos a menos de um mês e a coisa virou até artigo de jornal.
Eu adoro tudo isso!

Ainda não tive tempo de ir na loja prá comprar o meu patinho que pretendo expor na famigerada prateleira da minha sala. Não é uma gracinha?















Compre AQUI o patinho e outras coisas diabólicas.



Para aquelas que sofrem de alergia a penudos, tem também a batedeira.
O perigo é que possivelmente os bolos virão todos solados.


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Evitei de falar sobre o terremoto enquanto estava muito abalada com o que aconteceu. Lógico que todas essas grandes tragédias quase sempre 'ao vivo' provocam emoção, ainda mais quando assim tão perto. O primeiro pensamento é "poderia ter acontecido comigo" e por mais que eu tenha tentado me colocar no lugar daquelas pessoas, não penso que tenha alcançado nem mesmo um milésimo daquilo que passa quem está dentro do fato.
Imaginar de perder família, casa e trabalho numa fração de segundos, fugir de casa em pijamas e sentir o chão que pode se abrir debaixo dos seus pés e conseguir ainda respirar, é sobreviver somente com a casca. É andar em círculo, carregando o corpo como um fardo desconhecido sem saber que direção tomar. É saber que o futuro é mais incerto que antes, principalmente se você já viveu metade da sua vida e sabe que não tem mais chances de se recuperar em maneira satisfatória.
Sem falar que vai ter que conviver com aquele trauma prá sempre.

As pessoas, de qualquer jeito, acham forças para tentar cancelar a desgraça e continuam a lutar.
Admirável a solidariedade de toda a população e os milhares de voluntários que correram para ajudar como podiam.
Execrável o comportamento de um certo tipo de informação, que não exitou em profanar a dor das pessoas, entrando nos buracos desabantes para gravar os gemidos, fazendo close em choro de gente ainda em estado de choque e pedindo a quem perdeu os filhos de contar como foi essa experiência. Vi pouca televisão nesses dias para não aumentar a raiva.

Passada mais de uma semana, enterrados os quase 300 mortos (as escavações continuam), as 40 mil pessoas sem teto se viram como podem nos acampamentos organizados em tempo record e lutam contra o frio e o desconforto esperando sim, ajuda externa, mas com uma enorme força de vontade de reconstruir a normalidade.
E a terra continua a tremer.

Pensem na vida crianças.





Para quem mora aqui:

1 euro do celular e contribua com a Protezione Civile: 48580 (2 euri da fisso)

Blog da Anna, diretto dalle tendopoli:
Miss Kappa

Blog do Luca, que sofre de distrofia de Duchenne, tem o corpo paralisado e uma mente agilíssima:
Buscialacroce - Cinical Division

15/04/2009

Era uma vez...





















Caetano de cuecas no álbum do Orkut do adorável Edy Star.
Quando as coisas não funcionam,
tem sempre alguém que consegue piorar


Outro dia falei que estava procurando uma costureira nova porque com a outra estava dando muita zebra. Por sorte eram zebras que foram resolvidas, mas antes que acontecesse alguma coisa mais grave, decidi mudar.
As "provas de seleção" foram um duro teste para a minha paciência devido a dificuldade de: primeiro, encontrar costureira, que é uma profissão extinção (como também sapateiro e gente que conserta eletrodomésticos) e, segundo, porque a maioria que se apresentou não era capaz mas dizia que sim. O "teste" consistia em colocar um fecho-eclair e fazer uma bainha em uma calça comprida velha, colocar um forro numa saia também velha e encurtar as mangas de uma camisa social. Teve quem fez torto, teve quem sujou a roupa de óleo de máquina e teve quem entregou com atraso (o problema da outra costureira). No final "empataram" duas mulheres e escolhi a que morava mais perto daqui, pois às vezes aparecem trabalhos de urgência e é difícil convencer uma pessoa que mora longe de vir pegar uma peça pela manhã e entregar à tarde.
Estava indo tudo bem até a semana passada, quando dei prá ela uma calça comprida com a bainha já marcada pela cliente em uma das pernas. E o que é que a criatura fez? Fez a bainha numa perna só, naquela que estava marcada. Ainda bem que vi que tinha uma perna maior do que a outra quando ela veio entregar e pensando que tinha sido uma distração, perguntei por que ela não fez a outra. No que ela respondeu: "Você me diz sempre os centímetros e como dessa vez estava marcada, PENSEI que fosse a calça de um aleijado".
Perguntar não, né? Fiquei achando que a mulher era meio burra mas deixei prá lá. Até que ela aprontou outra.
Entreguei dois vestidos que a cliente achava curtos e trouxe junto com um pedaço de fazenda para fazer um babadinho e encompridar. Expliquei como a cliente queria e ela disse: "mas que feia essa fazenda!" e eu respondi: "é, mas foi a mulher quem trouxe". Sábado, quando veio entregar, tinha colocado uma outra fazenda no lugar daquela que entreguei. Nem preciso dizer que subi nas tamancas e devolvi dizendo que teria que fazer exatamente o que a cliente pedia. E ela? Fazendo uma cara de filhote de panda com fome me diz: "eu te disse que aquela era muito feia e você não falou nada... aí eu PENSEI que seria melhor colocar essa mais bonitinha...". Que por sinal era também feia prá cacete e nem combinava com a cor dos vestidos.
Soltei um affff... e ela ainda ficou ofendida.




Aí por mais de seis dias que a rua onde moro ficou completamente às escuras, o que é uma coisa completamente insólita já que quando queima uma lampada a companhia responsável não demora nem 24 horas para trocar. Acreditando que fosse algum problema técnico, na terceira noite de escuridão total, depois que desci para abrir a porta da garagem prá minha filha à uma da manhã e morrendo de medo, decidi telefonar para saber o que estava acontecendo.
Um operador sonolento conseguiu anotar o endereço e disse que no dia seguinte mandaria alguém, mas não apareceu ninguém. Deixei passar outros dois dias e nada. Depois liguei de novo.
- Companhia Elétrica péréré-pão-duro, boa noite. Diga.
- Boa noite, estou ligando do bairro tal, rua tal, para saber porque minha rua está sem luz há uma semana.
- (interrompendo bruscamente) Diga, diga, diga, senhora.
- Estou ligando do bairro tal, rua tal, para saber porque minha rua está sem luz há uma semana.
- (muito seco e irritado)- Qual é a rua? Qual é a rua?
- Rua do sobe e desce, bairro....
- (interrompendo de novo, mais seco ainda) Sei, sei, sei onde é a rua, mas aqui não consta nenhuma irregularidade e ninguém até agora se queixou, já que a senhora diz que o poste está sem lampada a uma semana.
- O POSTE???? A rua inteira está sem luz até onde minha vista alcança.
- Senhora, não sei o que dizer mas parece impossível que uma rua inteira fique sem luz por uma semana e ninguém fale nada.
- Olhe, eu não quero que o senhor diga nada, anote aí o problema e peça para resolverem. Ou então venham aqui depois que escurecer e vejam a situação pois parece que o senhor pensa que estou mentindo. Já é a segunda vez que telefono.
- Tá bom, tá bom, tá bom (que coisa irritante ficar repetindo a mesma palavra três vezes!). Vou anotar os dados. Rua?
- (de novo!!!!)- Rua do sobe e desce, bairro tal.
- Número?
- Número tal.
- (irritadíssimo)- Não senhora, não o número de sua casa, é o nú--me--ro---do---pos--te (so-le-tran-do).
- O queeeeeeeee???? Como é que o senhor pode querer que eu saiba o número do poste? São quase duas da manhã! Tá de sacanageeeemm! Vou sair na rua de pijama com a lanterninha e subir no poste como uma macaca prá anotar o número, né? E depois não é só o poste na frente da minha casa: são ao menos uns doze postes que vejo da minha janela!
- Ah, então não posso fazer nada. Se a senhora não quer pegar o número do poste não posso chamar a esquadra de manutenção.
- Mi scusi, hein. Será que entendi bem? O morador de uma rua quando telefona para reclamar deve munir-se do número do poste? Já chamei outras vezes e ninguém quis saber isso. Chame o seu superior, por favor.
- Tú-tú-tú-tú-tú-tú-tú.........
Boquiaberta, decidi ir dormir e falar com outra pessoa na manhã seguinte. Mas............
Quando acordei, o telefone estava mudo! E assim ficou por três dias durante os quais continuávamos a ligar com o celular para a telefonica, sem receber nenhuma ajuda ou explicação.


Já que estou aqui, vou contar também que no dia que ficamos sem água fui perguntar para o engenheiro responsável da obra por que foi que não fomos avisados, já que a lavanderia fica na cara deles. A resposta?
- Esquecemos.
- Ahhhnnnnn....


Isso aqui tá ficando muito parecido com um lugar que conheço.





Veja o cão voando em outras posições, AQUI

07/04/2009

Estou sem telefone desde sexta-feira. E hoje também sem água em casa então, não posso nem trabalhar. Tudo por causa de uma obra na minha rua que tem previsão para terminar em junho! Dei uma fugida na "cidade" e vim postar numa lan-house.

O resto, tudo bem. Quer dizer, grande tristeza por causa do violento terremoto que atingiu o centro da Itália.

Quando será possível, volto.

01/04/2009

Todos os dias, quando acordo, digo para o meu pijama: "Hoje vou escrever no blog".

















Aí saio do banho e a vida me engole.


(Mais gatos molhados AQUI )