6 de abr de 2010

My name isssss.......


Já falei por aqui do "problema" do nome. Quase todas as vezes que digo o meu nome para alguém, alguns pedem para repetir, outros desistem logo na primeira. Até aí, tudo bem, meu nome não é usual nem no Brasil mas o que me surpreende é que as pessoas perguntam "o que significa".
Nunca soube bem o que responder porque já não entendia a pergunta em si. Quer saber a tradução? Quer saber se tem um santo correspondente? Pensa que é um nome de índio, tipo, "flor da noite enluarada que reflete no fundo do poço"?
Depois aprendi a responder sempre: - "não significa nada", cortando o assunto. Agora está voltando tudo de novo quando o povo pergunta o nome do meu netinho.
Rapidinho aprendi uma resposta que deixa todo mundo satisfeito:
- Se chama Thiago. Como San Tiago.

Ai, mas como é lindo.


Voltando ao assunto, dias atrás discutimos, eu e meu marido, sobre a pergunta do nome.
Quis acabar com a dúvida e saber exatamente o que era aquilo e na maior inocência fui perguntar.

- "Não entendi a pergunta"
- "quero saber POR QUE cada vez que digo meu nome, as pessoas querem saber o que significa"
- "e o que significa?"
- "não significa nada"
- "então! Responde isso"
- "mas a raiz da questão não é a resposta, quero saber o que quer dizer "o que significa seu nome". Tenho que dar a tradução? Acho uma pergunta sem sentido"
- "ecco... lá vem você querendo dizer que italiano é estranho. Quer dizer que no Brasil, quando vocês conhecem, sei lá, um alemão, não perguntam o que quer dizer o nome.
- "não. eu conheci pouco alemães mas nunca perguntei a nenhum o que significa, sei lá Dietbrand"
-"é porque com certeza vocês são mais inteligentes. não acredito que ninguém no Brasil sinta a curiosidade de saber o significado de um nome"
-"no-ôôô. e aí, o que quer dizer?"
-"deixa prá lá senão vamos acabar brigando. se você não consegue entender..."



E aquele diálogo sem pé nem cabeça é só a certeza que tem mesmo um rato morando no meu cérebro.



Na Itália, 100.000 mil pessoas foram contaminadas com o vírus da influenza que peguei. Foi a primeira vez que tive aquele tipo de influenza. Gente, que horror! Fiquei quatro dias sem conseguir comer nada e não dormia com cãimbras no estomago. Na sexta-feira santa melhorei um pouquinho mas já sabia que não conseguiria comer nada na Páscoa e nem teria animo para cozinhar. Decidimos almoçar fora se eu melhorasse mas choveu demais e fazia frio, assim ficamos em casa. Mas não consegui comer nada de novo: com as defesas baixas, tive uma nelvragia e ainda hoje acordei com a cara toda inchada. Minha filha me chamou de Coronel Cintra.

Ainda bem que o SOL voltou!