17/03/2009

Estou resfriadíssima. Bem feito.

Foi só ver uma merdinha de sol que me empolguei toda pensando "já já vou poder usar saia" e fiquei horas no banheiro me depilando, com a tinta nos cabelos e já que estava ali, fiz também as sombrancelhas e um scrub nadegal ao som do Samba Social Clube volumes 1 e 2.
Claro que a temperatura que estava no meu cérebro não coincidia com a real e foi só sair do banheiro que comecei a espirrar e a sentir calafrios e nem conto como passei a noite.
De manhã acordei com o telefone que gritava no meu ouvido e fui cair na bobeira de atender. Era a ésse-ó-gê-érre-a que começou logo perguntando "por que" eu ainda estava dormindo se já eram quase nove horas! Prá calar logo a bocadéla eu solto um automático: "seu filho não me deixou dormir" aí ela fica calminha, dando risadinha como o cachorro do Dick Vigarista, toda satisfeita.
Daí que depois de falar novamente que eu já deveria estar em pé fazendo a limpeza da casa, começou a contar uma confusão de família que não me interessava nem um pouco e depois de uns quinze minutos em que eu fazia só "hum-hum", me ordenou de levantar e desligou. Tirei o telefone do gancho e dormi até as onze (segunda-feira de manhã a loja está fechada, senão aqui ó que eu poderia ficar na cama).
Abri a loja de tarde e foi um movimento danado. Meu nariz escorria tanta água que fui obrigada a trabalhar com um lencinho de papel dentro da máscara, senão acabaria manchando as roupas enquanto passava.


Lembram da briga com o cliente por causa do tapete? Ha, ha, ha, já passaram DOIS sábados e ele não apareceu.
Estava pensando se seria o caso de colocar o tapete no carro e jogar no jardim dele de noite ou se é melhor estender no meu chão - no chão da minha calçada do lado de fora, claro.
O engraçado é que hoje a noite, enquanto fechava as janelas de casa, vi ele passar correndo como um ladrão, com a cabeça baixa e todo duro segurando uma pizza.
A cena me disse tudo: vou esquentar não, ele que continue a caminhar pelo canto da parede como uma ratazana.


Não falei nada aqui antes mas tive um luto em família. Fiquei muito triste e também revoltada por estar longe de casa e, pior, não poder ir. Não tive vontade de escrever nem de falar com ninguém. Só fiquei o tempo todo ligando pro Brasil.




Compromisso da semana:







Ver o copo meio cheio! Melhor se com vinho rosso...

16/03/2009

A arte é a vida (óinc, óinc, óinc)



Homem com ataque de carência





Cena de "Amarcord" - Federico Fellini



(Ciccio Ingrassia que grita: "Quero uma mulheeeerr!" - impagável)




Ontem revi "Todas as mulheres do mundo" (1966), de Domingos de Oliveira.

Prólogo com Flávio Migliaccio:

"O amor consome a liberdade,
castra a auto iniciativa,
conduz à acomodação,
destrói a individualidade,
leva à fraqueza.
Seja só.
O homem mais forte é o que está mais só.

Não dá pé.
O amor não dá pé
"



Tá bom.
Mas eu revi o filme também por causa DELA



























































































































































(fotos sem crédito porque copiei os frames enquanto via o filme).

12/03/2009

Cada momento, uma música!







Passei uns dias de seriguela verde (beeeem azedinha), mas depois que escutei essa música não consigo mais parar de rir!


Deve ser também por causa do sol que voltou! O inverno muito longo dá esse efeito baixo-astral que por mais que a gente tente fingir que não existe, tá lá. Aí eu fico só escutando música velha o dia inteiro.






Ah, saí no domingo para comer pizza com as minhas cunhadas e minha sogra. Era o dia da mulher né... e é a primeira vez que saimos todas juntas e foi legal. Como o médico falou para que eu parasse com "as pizzas" eu comi somente uma e dispensei o vinho (mais pelo medo de ficar rindo à toa do que pela dieta).
Então perdi quase um quilo e acho que essa semana vai ser melhor pois tenho um monte de trabalho para a semana que vem e é bom que queimo mais.


Queria dizer outra coisa mas me distraí com a televisão e acabei esquecendo.

Palavra do dia: aérea.

04/03/2009

Ciao gente. Dando seguimento ao meu processo de alienação gradual e irreversível, este blog continuará a falar de bobagens, papos bestas e nenhum critério ou linha de publicação. Escreverei quando tiver saco, sem nenhuma neura de ter que vir aqui falar de que-quer-que-seja todos os dias. Tem dias (muitos) que não tenho nada a dizer ou tenho e estou sem tempo ou sem saco prá escrever.

Hoje fui ao médico. Fiquei quase uma hora esperando para ser atendida e quase dormi na sala de espera. Revista velha, ambiente em penumbra, mòveis escuros, nem uma musiquinha para distrair e duas mulheres que conversavam sem parar ao meu lado. Só que elas sussuravam o tempo todo e me deu vontade de rir pois gesticulavam animadamnte mas o que se escutava era um chiado alto que no fim das contas todo mundo escutava o que falavam. De homem, né.
O médico parece ser bem ansioso. Tem uns movimentos nervosos e um sorriso automatico. Tipo mùsculo facial on e off. E daí? O que importa é que é um bom médico.
Tudo bem, tudo ok, exames de rotina, beba mais água, etc.

Choveu o dia inteiro e também um pouco de frio. Nem tive vontade de ficar zanzando. Tomei cafés na ida e na volta, fui trocar a raspadinha onde ganhei 50 euros, embolsei 30 e gastei 20 com outras raspadinhas, ganhei mais 10 euros. Caí na real que perdi 10 euros, fiquei com raiva de mim e parei no MacDonalds, comi meia batata frita murcha e meio hamburger de frango com dois goles de coca.
Voltei prá casa e me castiguei jantando 1 mamão.


Ah, ah, ah, vocês vieram aqui prá ler "meu querido diário"? Mas enquanto não chegar o calor a vida aqui é parada.


Roubei um vídeo do River de novo.

A rã histérica


03/03/2009

Ufa, ontem terminei de traduzir a maçaroca do processo de separação do meu amigo. Olha, nunca mais vou aceitar esses empenhos do cacete. Ainda mais que fiz com grande má-vontade e eu odeio fazer qualquer coisa com o espírito de porco: dura o dobro de tempo e fico com raiva até das vírgulas. Por favor, não por causa do meu amigo que é um amor de pessoa, mas por causa do advogado, um ser asqueroso e sem escrúpulos que ainda por cima vou ter que encontrar para ir no Tribunal autenticar minha firma e vou ter que ficar aturando o seu papo gosmento e seu cheiro de suor mofado. Blergh.

Bom, agora vou ter tempo de responder meus e-mails atrasados e aparecer mais por aqui. Deixa só passar esse azedume.

Semana passada foi um esterco. O frio está passando mas tem pouco trabalho e ainda não sabemos se é porque o pessoal está esperando ter certeza que não vai voltar (o frio) ou se é a tal da cri..e que chegou mesmo (me recuso a dizer aquela palavra). Normalmente, os meses de janeiro e fevereiro são assim mesmo, de vacas magras prá quase todo mundo, mas agora é um ponto de interrogação - muita gente perdendo o trabalho, fábricas fechando, comércio entregue às moscas. Vamos esperar prá ver como vai ser.

No sábado tive uma discussão violenta com um cliente. Meu marido teve que me tirar quase à força da loja pois fiquei fora de mim e é muito difícil que aconteça, mas o infeliz pegou pesado e ainda teve o azar de me encontrar com as trompas viradas.
Se tem uma coisa que me deixa com o sangue na boca é gente sonsa que tenta dar uma de espertinho e me passar atestado de idiota. O cara havia deixado aqui na loja uma porra de um tapete há mais de oito meses. O troço me incomodava demais, se estava em pé caía, se estava deitado, me fazia tropeçar, sem falar que o trabalho não tinha sido feito por mim e eu já tinha desembolsado dinheiro para pagar e ele necas. Cansei de telefonar pedindo para ele vir pegar e a cada vez me dizia "amanhã venho..." até que encontrei com ele na padaria no sábado de manhã e falei para ele vir na loja comigo resolver a história do tapete (praticamente quase arrastei ele).
Quando chegamos aqui ele ficou enrolando, dizendo o vago "depois venho...", até que eu disse que se ele não aparecesse até o fim desta semana eu iria acionar o meu advogado. Daí sabe o que ele falou? Que não queria mais o tapete, que não deveria ter trazido para lavar, que já tinha comprado outro e... que EU poderia jogar fora aquele!!!! O que? Eu não sou lixeira, né cara! Se é para jogar fora, pegue, PAAAAAGUE e leve na lixeira da prefeitura (aqui, estranhamente, não se jogam tapetes no meio da rua hehehe). O sujeito ficou furioso ao escutar a palavra 'pagar' e ainda queria ter razão na sua lógica: "não quero mais, não vou levar; se não vou levar, não vou pagar" e ainda falou que eu poderia 'aproveitar' o tapete para mim.
E foi aí que o bicho pegou. Seguiu-se discussão onde só eu metralhava até que meu marido chegou e resolveu a questão: o cara foi embora sem o tapete, sem pagar e com a promessa que virá sábado.
Ah, ah, ah, meu marido tá torcendo demais para que o cara venha mesmo.
Até porque comecei a perturbar mal o cara bateu a porta, porque se ele não tivesse se intrometido o tapete já não estaria mais aqui e o dinheiro estaria no banco.

Pior do que essa, foi a história da cliente que mandou um mafioso vir pagar uma dívida depois de quase um ano que eu cobrava (sempre depois de ameaçar de denunciar).
O cara veio aqui, tirou um maço de dinheiro do bolso que daria prá comprar toda a roupa que tinha na lavanderia, pagou somente a metade da dívida e disse: "Só pago quanto eu quiser. E é melhor que a senhora não venha cobrar o resto, assim está muito bom. Avisada." (sotaque siciliano).
Fiquei verde.

01/03/2009

Durma bem




Depois de 432 dias de frio, finalmente chegou...................
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... a CHUVA!!!!!!